logotype ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e Nascimento - IV Conferência Internacional de Humanização do Parto e Nascimento
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A IV Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento vem coroar as conquistas das anteriores: em novembro de 2000, em Fortaleza/CE, a Rede pela Humanização do Parto e Nascimento – ReHuNa, numa produtiva parceria com a Japan International Cooperation Agency – JICA, realizou a I Conferência sobre Humanização do Parto e Nascimento (1800 participantes);  em 2005, no Rio de Janeiro/RJ,  houve a II Conferência (2005 – 2136 participantes oriundas/os de 14 países); a III Conferência (2010 – 1836 participantes de 26 países) foi realizada em Brasília/DF e, acreditamos que modificou o panorama brasileiro e internacional no campo da assistência ao Parto e Nascimento, e para esses avanços demos nossa contribuição.

Nestes eventos a ReHuNa colaborou para avanços na proposta de Humanização do Parto e Nascimento, que é atualmente Política de Estado do Governo Federal. Em 2011 adotou o cognome de “Rede Cegonha”, como projeto de governo, e possui dentre seus objetivos: a redução da morbimortalidade materna e perinatal, a redução dos índices de cesarianas desnecessárias, a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos e a humanização da assistência ao pré-natal, parto, pós-parto, com a mudança do modelo de cuidado. Além disso, propõe a democratização da gestão nos serviços, sob a forma de colegiados participativos, e a democratização da gestão dos sistemas de saúde, com os Fóruns Perinatais.

No campo legal, existem as Leis nº 11.108/2005 (propositura legislativa conjunta com a ReHuNa) e 11.634/2007, que garantem às mulheres grávidas a presença de acompanhante durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto imediato nas unidades do SUS, e vaga para o parto desde o início do pré-natal, respectivamente. E tramita no Congresso Nacional o PL nº 7633/2014, que torna o parto humanizado um direito de todas as mulheres e propõe dispositivos coercitivos da violência obstétrica.

No entanto, os desafios são inúmeros. O primeiro é fazer cumprir as citadas leis. Ademais, a taxa de cesarianas, hoje em torno de 40% na rede pública e 85% na rede privada, é muito superior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde – OMS (10-15%). A mortalidade materna e a neonatal ainda são graves problemas de saúde no Brasil e em muitos países da América Latina. A alta proporção de mortes evitáveis tem sido considerada uma grave violação aos direitos humanos.

No intuito de contribuir para o aprofundamento da compreensão desses candentes problemas e motivar mudanças, a ReHuNa tem a grande satisfação em realizar a IV Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, de 26 a 30 de novembro de 2016 em Brasília-Distrito Federal – Brasil, para a qual convidamos todas/os as/os interessadas/os. Acesse o site da conferência em www.conferenciarehuna2016.org.